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Algumas cartas inéditas de José Afonso foram divulgadas durante a apresentação de As Voltas de um Andarilho na cidade do Porto, no passado dia 5 de Dezembro. Rui Pato, que foi o principal e mais regular acompanhante de José Afonso nos anos 60, fez a apresentação do livro e partilhou com os presentes alguns excertos da numerosa correspondência que trocou com Zeca e que, até agora, nunca tinha sido mostrada publicamente. A sessão, organizada pelo núcleo do Norte da Associação José Afonso no âmbito das celebrações dos 80 anos de Zeca, decorreu no espaço acolhedor da Associação Tane Timor, na Ribeira, e contou com uma intervenção musical de João Teixeira - além do próprio Rui Pato, que não resistiu a evocar os acordes de "Balada de Outono" e "Os Vampiros".
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Fotos © Lígia Cardoso
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A nova edição revista e aumentada de As Voltas de um Andarilho foi lançada em Lisboa no dia 17 de Novembro, durante uma sessão muito concorrida no Museu da República e Resistência. O jornalista João Paulo Guerra fez a apresentação do livro e do autor e os Couple Coffee cantaram vários temas de José Afonso.
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Fotos © António Fazendeiro
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As Voltas de um Andarilho na Rádio, Televisão e Internet.
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"Um livro de José Afonso ao vivo" |
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:: João Paulo Guerra
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O José Afonso faria agora 80 anos. Mas este livro do Viriato Teles, em boa hora publicado em edição revista e actualizada pela Assírio e Alvim, não é uma homenagem póstuma. É um livro de José Afonso ao vivo, essencial para conhecer a vida, as ideias, a obra, desenvolvida numa exaustiva discografia anotada. O Sérgio Godinho diz no Prefácio que “o livro do Viriato dá a conhecer muito melhor o Zeca.” O livro é de facto essencial para conhecer um homem singular: José Afonso. O homem que sonhava em cada esquina, um amigo, em cada rosto, igualdade. E a utopia de uma cidade sem muros nem ameias, capital da alegria. Leiam, divulguem, tratem bem este livro. O Viriato Teles e o José Afonso merecem.
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 Pensado para ser apenas uma reedição do volume publicado em 1999 sob o título «Zeca Afonso: As voltas de um andarilho», o livro que aqui e agora se (re)apresenta sofreu algumas alterações significativas relativamente ao anterior que, embora insuficientes para fazer dele um trabalho radicalmente diferente, devem ser convenientemente assinaladas, mais que não seja por uma questão de elementar honestidade para com o leitor. Convirá talvez explicar que a edição anterior deste livro teve uma primeira versão, significativamente mais curta, no ano de 1983, na colecção «Cadernos de Reportagem» da então recém-criada editora Relógio d’Água. A edição de 99, substancialmente alargada relativamente a esse primeiro esboço, incluía já um conjunto de outros textos, vários deles escritos no período que mediou entre essa primeira publicação e a morte de José Afonso, ou mesmo depois – como o relato da primeira grande homenagem póstuma que lhe foi prestada na Galiza ou a evocação de Zeca exemplarmente escrita pelo meu saudoso camarada Fernando Assis Pacheco.
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A que distância está o Zeca? |
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:: Sérgio Godinho
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O Zeca era um génio. Não gosto de empregar esta palavra levianamente, no sentido norte-ou-sul-americano do termo. Somos todos geniais. Pois. Mas o Zeca era mesmo genial. E muito queria que isto não fosse um consenso, mas um dado adquirido. A diferença é subtil, mas fundamental. Porque o livro do Viriato dá a conhecer muito melhor o Zeca, e mais: dá vontade de ouvi-lo e gozá-lo e perceber como é que ele foi capaz de unir tantas referências numa obra criativa única. Um dado progressivamente adquirido, como eu gostaria que fosse a vida. Por breve que se progrida, por curta que para nós, felizes nós, tenha sido a vida dele.
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